sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

[08/01/10] O Barco

Eu estava apenas contemplando, relaxando, quase dormindo. Será que estava sonhando? De certo modo isso não importava, e ainda não me importa.
Em minha plenitude, a calma tomava conta. A ondulação em minha base, gelada, temperatura perfeita, fazia-se de berço, que a mão da natureza balançava. E o som do vai-e-vem era quase uma cantiga de ninar.
Por cima, como uma aura, o calor se expandia até o limite que o próprio suportava. Mas sua energia rebatia em meu ser, fazendo eu me sentir inteiro.
A linha drasticamente reta e imóvel do horizonte partia meu quadro, enquanto o azul totalizava o magistral mundo de que a vida me ofereceu, como a ilusão refletida.

1 comentários:

  1. nossa, barcos tb têm sentimentos...rs. fiquei querendo ser um, oh. haha... qta delicadeza a sua pensar nos barquinhos.

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