terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Tudo, tudo, tudo...

Aquilo que ela sente, no interior, não do coração, mas da alma. É aquilo, a ânsia, o tremor, aparecem-lhe de vez em quando. Mas dessa vez não sabe de onde vem. Ela quase nunca sabe, mas tem sempre uma ideia... mas agora a fonte lhe é invisível.
O ventilador que reflete na madeira envernizada do violão a faz pensar. É mais ou menos assim: a correria, o vento, a vontade, mas nunca sai do mesmo lugar. O desespero vem à tona! Ela lê sobre os pescadores de arenque, sobre a África do Sul e significados de flores, ela ouve, procura, reflete... E então o passado a alcança e toma um pedaço de sua mente, e, de repente, nota sua deixa e sua responsabilidade em adquirir espaço para novos passos.
Tudo, tudo, tudo... - canta o ventilador. Mas ela não quer este tudo, não quer nada disso; ela quer ser.

3 comentários:

  1. É desesperado mesmo, saca, essa coisa de ficar parado, de querer ir tão longe e não poder. Um dia nós vamos, ana, relaxa aí! (:

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  2. Sabe, tudo tudo tudo é uma coisa muito chiquititas.
    Eu sei que não tem nada a ver com o post.
    Mas o que quero dizer é que quando você atualizou e ficou lá na minha página: "Tudo, tudo, tudo" ai me lembra: "é seu é só querer, você quer?"

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