segunda-feira, 1 de março de 2010

Que assim seja - ou não.

Muitos artistas eram deprimidos. Todos eram (e são) mal resolvidos. E a resolução nunca será real para o artista. E nem utopia. A partir do momento em que o artista se torna resolvido, submetido a um certo conforto estável, sem dúvidas do que quer e do que é, ou de qualquer outra coisa, ele então não é artista; é empolgado.
Arte é inquietação. É vontade de buscar e aprofundar-se no que nunca saberá. Essa é a única coisa que pensa que sabe. Mas ao mesmo tempo sabe que não sabe.
O artista é a negação saudável - se chega a ser prejudicial, então depende de sua personalidade e criação - do próprio eu e do mundo que o rodeia. É o paradoxo.

3 comentários:

  1. Mozart era muito bem resolvido, e muito feliz.

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  2. Mozart sabia o que queria, porém era inquieto. Ele possuía uma "angústia íntima" em contraste com sua alegria, queria entender a si próprio, entender o "eu". Tanto que isso o levou à maçonaria. Sem contar que trabalhou por um longo período na corte de Salzburgo, na qual odiava, pois era tratado de forma extremamente inferior. Depois de finalmente consegiur sair da corte e entrar na maçonaria ele compôs obras sobre a felicidade de estar livre.
    E, como eu disse, "Muitos artistas eram deprimidos.", não todos. (:

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  3. Mozart era um inquieto, um louco, com sangue quente nas veias, como todo artista que se preze!
    Essa inquietação toda, essa vontade de gritar, esse desejo de mudar o mundo, é isso aí!

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