
Macarrão e tv são duas coisas que combinam muito. Foi aí que vi, no Multishow HD, ele. Velho, grande (não gordo, apenas grande), flácido; aquele - pouco que ainda havia (ainda havia!) - cabelo encaracolado, ruivo que brilhava cobre, e não me enganava. Robert Plant, meus amigos.
Lembro quando o vi pela primeira vez, na tv, o cara ainda novo (infelizmente não vivia naquela época; muito infelizmente). Magro, os quadris balançando naquela calça apertada, os tremores loucos enquanto cantava, o sorriso de dentes tortos e estragados pelo cigarro - e mais uma porrada de coisa, com certeza -, aquele cabelo... o mais marcante, o mais bonito! Plant era cheio de vida. Sua música trazia um som e sentimento ambientes, que uníam-se formando um só estado de ser, no exato momento que se escutava, que se sentia. Sua voz, cheia de força interna - sabia-se que vinha do fundo de sua alma -, exaltava luzes e olhares, mesmo estando no total escuro, de olhos fechados. E o corpo que se mexia, que balançava, que tremia. Tudo vinha de dentro de si. O show tinha sua partida alí: no ser que brilhava, que vivia. Nos seus cabelos.
Agora, ele é um velho. Se fosse um velho cheio de tudo isso que você acabou de ler... Mas as pessoas envelhecem. Até Robert Plant envelhece!
Ele continua com a mesma proposta, o mesmo tipo de música, com sons aleatórios e diferentes por trás, que faz a música viver, e com o mesmo jeito de cantar. Porém, a energia se esvaiu. Plant não sente a música como antes (é o que parece), ele não vive a música. E sua voz, agora rouca. Mas não foi a diminuição de capacidade física minha decepção. A decepção foi o fato de ele querer fazer o mesmo tipo de som, e não poder. Foi ele querer ser o vocalista e frontman dos anos 70, e não conseguir. Foi ele querer ser Led Zeppelin.
Tudo bem, é difícil mudar o modo de produção quando se faz isso por anos. Mas a banda é tão, mas tão única, singular, distinta, ilustre, que tentar fazer de novo, mas diferente, é triste. Preferível seria não fazê-lo. Preferível para mim, e talvez, para alguns fãs, mas não para ele. Mas se é sua vontade, que seja a vontade.
Ele continua com a mesma proposta, o mesmo tipo de música, com sons aleatórios e diferentes por trás, que faz a música viver, e com o mesmo jeito de cantar. Porém, a energia se esvaiu. Plant não sente a música como antes (é o que parece), ele não vive a música. E sua voz, agora rouca. Mas não foi a diminuição de capacidade física minha decepção. A decepção foi o fato de ele querer fazer o mesmo tipo de som, e não poder. Foi ele querer ser o vocalista e frontman dos anos 70, e não conseguir. Foi ele querer ser Led Zeppelin.
Tudo bem, é difícil mudar o modo de produção quando se faz isso por anos. Mas a banda é tão, mas tão única, singular, distinta, ilustre, que tentar fazer de novo, mas diferente, é triste. Preferível seria não fazê-lo. Preferível para mim, e talvez, para alguns fãs, mas não para ele. Mas se é sua vontade, que seja a vontade.
Eu lendo sobre o robert plant juro que tive um orgasmo, principalmente quando você se referiu as calças dele. Eu concordo, Led Zeppelin sempre será Led, independente de como for, e é foda que as pessoas fodas tenham que envelhecer. Mas eu o amo, e como você sabe, tenho tara por velhos, enfim, pra mim ele ainda é o homem hsausauhsauhas ainda que gordinho e rouquinho.
ResponderExcluirFaço minhas as palavras da Ciça!!!
ResponderExcluirDenise